Karl Jaspers
afirmava que o objetivo da fenomenologia é "sentir, apreender e
refletir sobre o que realmente acontece na alma do homem". No entanto, a
psicopatologia é a própria razão de existir da psiquiatria, sua
disciplina fundamental, básica, nuclear. Para Jaspers, a psicopatologia
tem por objetivo estudar descritivamente os fenômenos psíquicos
anormais, exatamente como se apresentam à experiência imediata, buscando
aquilo que constitui a experiência vivida pelo enfermo.
A psicopatologia se estabelece através da observação e
sistematização de fenômenos do psiquismo humano e presta a sua
indispensável colaboração aos profissionais que trabalham com saúde
mental, em especial os psiquiatras, os psicólogos, os médicos de família e os neurologistas clínicos. Pode estar fundamentada na fenomenologia (no sentido de psicologia das manifestações da consciência),
em oposição a uma abordagem estritamente médica de tais patologias,
buscando não reduzir o sujeito a conceitos patológicos, enquadrando-o em
padrões baseados em pressupostos e preconceitos.
Autores como Karl Jaspers[10] e Eugène Minkowski[11]
buscam uma ponte possível entre a psicopatologia descritiva e a
fenomenológica. Diferentemente de outras especialidades médicas, em que
os sinais e sintomas são ícones ou índices, a psiquiatria trabalha
também com símbolos. Posto isso, o pensamento, a sensibilidade e a
intuição ainda são, e sempre serão, o instrumento propedêutico principal
do psiquiatra, pois que, sem a homogeneidade conceitual do que seja
cada fato psíquico não há, e não haverá, homogeneidade na abordagem
clínico-terapêutica do mesmo. Essa seria uma tarefa do terapeuta:
mergulhar nos fenômenos que transitam entre duas consciências, a nossa, a
do psiquiatra/pessoa e a do outro, a do paciente/pessoa. Deixar que os
fenômenos se fragmentem, que suas partes confluam ou se esparjam, num
movimento próprio e intrínseco a eles. Cabe ao profissional efetuar uma
leitura da configuração final desse jogo estrutural, sem maiores
pressupostos ou intencionalidade, e com procedimentos posteriores de
verificação.
Edilson da Costa:Perito Criminal e Forense.,Formado em Psicopatologia pela Faculdade Sul Mineira e Pela Universidade Corporativa Unieducar,Psicanalista Clinico e Forense Filiado a A.B.P.tbm e Psicopedagogo. Formado em Ciências Neurológicas pela Faculdade Única de Ipatinga e Neurociências e Educação pela Uníntese
domingo, 19 de maio de 2019
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